Cirurgia de siso
Cirurgia de siso em João Pessoa
Siso incluso, deitado, inflamando ou perto do nervo. Avalio seu caso com os exames necessários e planejo a cirurgia com a experiência de quem tem residência em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial e rotina hospitalar.
Cirurgião-dentista · CRO/PB 6640

Quando avaliar
Sinais de que vale olhar o siso
Nem sempre o siso dá sintoma, então não gosto de esperar aparecer dor para avaliar. Alguns sinais merecem atenção.
- dor no fundo da boca;
- gengiva que inflama de tempos em tempos perto do último dente;
- mau gosto ou mau cheiro na região;
- dificuldade para escovar o dente de trás;
- cárie no siso ou no dente vizinho;
- inchaço no rosto ou dificuldade para abrir a boca;
- alteração vista numa radiografia de rotina.
Indicação
Nem todo siso precisa sair
Um siso saudável, bem posicionado e fácil de limpar pode ser só acompanhado. A extração costuma ser indicada quando ele traz algum problema.
- inflama ou dói com frequência;
- está incluso, preso no osso ou na gengiva, e causa problemas;
- empurra ou danifica o dente vizinho;
- tem cárie difícil de tratar;
- atrapalha a higiene ou um tratamento ortodôntico ou protético.
O fato de ser possível fazer um procedimento não significa que ele precise ser feito.
Como funciona
Da consulta ao retorno
Explico a técnica antes, conduzo a cirurgia sem pressa e acompanho a recuperação.
- 01
Consulta
Examino a região e converso sobre os sintomas e sua saúde geral.
- 02
Exames
A radiografia panorâmica resolve a maioria dos casos. A tomografia entra quando é preciso ver com detalhe a relação do siso com o nervo, as raízes vizinhas ou o seio maxilar.
- 03
Planejamento
Explico a técnica, se é melhor tirar os sisos juntos ou em etapas, e o que esperar da recuperação.
- 04
Cirurgia
Feita com anestesia local. Casos específicos podem ser realizados em ambiente hospitalar.
- 05
Pós-operatório
Você recebe as orientações por escrito, com retorno programado e canal aberto para dúvidas.
Perguntas sobre siso
Dúvidas mais comuns
Indicação, os quatro sisos de uma vez, idade certa e sinais de alerta.
Não. Eu não indico a retirada de um siso simplesmente porque ele existe. Se o dente está bem posicionado, saudável, pode ser higienizado adequadamente e não traz risco para os dentes ou estruturas ao redor, ele pode ser acompanhado. A indicação de cirurgia aparece quando existe algum motivo: dor ou inflamações recorrentes, dificuldade de higienização, cárie, dano ao dente vizinho, alterações associadas ao siso ou alguma condição identificada nos exames que possa trazer problema no futuro. Se não existe benefício em retirar aquele dente, não vejo motivo para submeter você a uma cirurgia desnecessária.
Na maioria dos casos, sim. Quando os quatro têm indicação e as condições clínicas permitem, normalmente prefiro resolver tudo num único procedimento, porque você passa uma vez só pela anestesia, pela cirurgia e pela recuperação. Mas isso não significa que você precise chegar ao consultório com a obrigação de retirar os quatro. Podemos começar por um dente e, depois, eu pergunto como você está se sentindo e se quer continuar. Só seguimos para o próximo se você estiver confortável. Na minha rotina, fazendo assim, a grande maioria acaba optando por concluir os quatro no mesmo dia. Você não precisa aguentar até o fim: vamos dente por dente.
Não existe uma idade obrigatória, e não indico cirurgia só porque o paciente chegou a certa idade. A decisão depende da posição do dente, do espaço disponível, da formação das raízes, dos sintomas e do risco de aquele siso causar problema. Quando existe indicação, muitas vezes prefiro intervir enquanto o paciente é mais jovem e as raízes ainda não estão completamente formadas: nessa fase a cirurgia costuma ser tecnicamente mais favorável e a recuperação costuma ser melhor. Isso não significa que todo jovem precise retirar os sisos, nem que um adulto mais velho não possa fazer a cirurgia.
Nem sempre o siso dá sintomas, então não gosto de esperar aparecer dor para avaliar. Merecem atenção: dor no fundo da boca, gengiva que inflama repetidamente perto do último dente, mau gosto ou mau cheiro na região, dificuldade para higienizar, cárie no siso ou no vizinho, inchaço, limitação para abrir a boca ou alguma alteração identificada em radiografia. Também existem casos em que o paciente não sente nada, mas o exame mostra que aquele siso está trazendo risco para o dente ao lado ou criando uma condição que pode piorar com o tempo.
Siso e nervo
Quando o siso está perto do nervo
A pergunta que mais gera medo, respondida com o que a tomografia mostra e o que pode ser feito.
Isso não significa automaticamente que o siso não possa ser retirado. Quando a radiografia mostra uma relação muito próxima com o nervo, normalmente peço uma tomografia para enxergar a região em três dimensões e entender exatamente onde estão as raízes e por onde o nervo passa. Com essa informação consigo planejar melhor a cirurgia, escolher a técnica mais adequada e explicar com clareza qual é o risco daquele caso antes de qualquer procedimento. Existe possibilidade de alteração de sensibilidade no lábio ou no queixo quando o siso está muito próximo do nervo, e esse risco precisa ser discutido de forma transparente. Não gosto de entrar em uma cirurgia para ver como está lá dentro: se existe dúvida importante na radiografia, prefiro estudar antes.
Existe esse risco, e eu sempre converso sobre ele com transparência. Terceiros molares próximos ao nervo alveolar inferior fazem parte da rotina de um cirurgião buco-maxilo-facial, e é comum encontrarmos algum grau de proximidade entre o siso e esse nervo. Quando a radiografia mostra uma relação mais íntima, uso a tomografia para entender a anatomia em três dimensões e escolher a técnica mais segura. Nos casos em que a relação é realmente desfavorável, existem alternativas como a coronectomia, em que evitamos remover a parte do dente que ofereceria maior risco ao nervo. Se ocorrer alguma alteração de sensibilidade, na maior parte dos casos ela é temporária e acompanhamos a recuperação, com recursos complementares quando indicados.
Não. O nervo que mais nos preocupa na retirada dos sisos inferiores é predominantemente sensitivo, não é o nervo responsável pelos movimentos da face. Uma eventual alteração relacionada a ele pode causar diminuição, formigamento ou mudança da sensibilidade, principalmente no lábio inferior e no queixo do lado operado. Isso não provoca paralisia facial. Quando acontece, acompanhamos a evolução de perto, e na maioria das situações há recuperação progressiva da sensibilidade.
Recuperação
Como são os primeiros dias
Varia conforme a posição do dente, a dificuldade da cirurgia e a resposta de cada organismo. Em geral, os primeiros dois a três dias concentram mais inchaço e desconforto, e depois a tendência é melhorar progressivamente. A maioria dos pacientes consegue retomar atividades leves em poucos dias. Também gosto de deixar claro que recuperação não é só não sentir dor: avalio inchaço, abertura de boca, alimentação, higiene, cicatrização e qualquer sinal fora do esperado.
Depende da cirurgia e do tipo de trabalho que você faz. Em casos mais simples, muitos pacientes retomam atividades leves já no dia seguinte. Em cirurgias mais complexas, ou quando retiramos vários sisos no mesmo procedimento, prefiro deixar alguns dias de recuperação, para você não precisar trabalhar com inchaço ou limitação para abrir a boca. Também levo em conta sua rotina: trabalhar sentado em um computador é muito diferente de passar o dia falando, carregando peso ou sob calor. Depois da cirurgia explico o que considero seguro para o seu caso.
Antes e durante a cirurgia
Medo, anestesia e sedação
Vale para qualquer cirurgia que eu faça, inclusive a de siso.
Sim. Recebo com muita frequência pacientes que chegam com medo de dentista, da anestesia ou da própria cirurgia. Nesses casos eu não tenho pressa para começar: primeiro conversamos bastante, explico cada etapa, tiro todas as dúvidas e só iniciamos quando você estiver se sentindo seguro. Não começo uma cirurgia com o paciente muito nervoso e não vou insistir se você ainda não estiver confortável. Se a ansiedade for maior, em casos selecionados podemos associar sedação oral leve à anestesia local, sempre após avaliação individual. Muitas vezes o que mais ajuda é perceber, desde o início, que você não precisa aguentar nada: se algo incomodar, paramos, conversamos e só continuamos quando você estiver bem.
Meu cuidado com a dor começa antes da anestesia. Primeiro uso anestésico tópico na mucosa para diminuir a sensibilidade no local. Depois faço a aplicação do anestésico local de forma bem lenta e cuidadosa, e essa velocidade faz muita diferença no conforto. Costumo brincar que não economizo anestesia: uso anestésicos locais consagrados, sempre dentro dos limites seguros para cada paciente, e confirmo que a região está bem anestesiada antes de começar. Se você sentir dor ou algum desconforto importante, eu paro, reforço a anestesia e só sigo quando você estiver confortável.
Sim. Para pacientes muito ansiosos, em casos selecionados podemos associar sedação oral leve à anestesia local. Mas a sedação é só mais uma ferramenta dentro do cuidado com quem tem medo. Antes de pensar em sedar, converso bastante, explico o que vai acontecer e tento entender de onde vem aquele medo. Quando entendo que a ansiedade continua importante mesmo com todo esse preparo, avaliamos se a sedação oral é adequada para você, considerando sua saúde, seus medicamentos e o procedimento. Meu objetivo não é sedar para conseguir operar: é você passar pela cirurgia se sentindo seguro e no controle. Na maioria dos casos conseguimos fazer no próprio consultório, e situações que realmente pedem ambiente hospitalar são bem menos frequentes.
Depois da cirurgia
Dor, alimentação e acompanhamento
Meu cuidado com a dor não termina quando a cirurgia acaba. Penso no controle do desconforto desde antes do procedimento e faço uma prescrição individualizada, de acordo com a cirurgia, suas condições de saúde, alergias e medicamentos. Quando necessário, deixo também uma medicação de resgate, para você não precisar esperar a dor ficar forte. É normal existir algum grau de sensibilidade, inchaço ou desconforto nos primeiros dias, principalmente em cirurgias mais complexas, e meu objetivo é manter isso bem controlado. Explico como usar as medicações, deixo tudo por escrito e fico disponível caso a recuperação esteja diferente do esperado.
Depende do procedimento. Nos primeiros dias, em geral prefiro alimentos mais macios e fáceis de mastigar, evitando comida muito dura, crocante ou muito quente. Não significa viver de sorvete: é importante manter uma alimentação adequada, com líquidos, proteínas e calorias suficientes para o organismo se recuperar. Depois de implantes, principalmente quando existe provisório ou dente definitivo logo no início, estar com o dente não significa que o implante já se integrou ao osso, então oriento evitar forças excessivas na região durante a cicatrização. Depois de sisos, a alimentação vai sendo liberada aos poucos, conforme o inchaço, a abertura de boca e o conforto para mastigar. Todas as orientações ficam por escrito.
Na minha rotina, normalmente não. Pelo contrário: prefiro que você venha alimentado, mantendo seu café da manhã ou almoço antes do procedimento. Mesmo quando usamos sedação oral leve para diminuir a ansiedade, a proposta é deixar você mais tranquilo, não fazer uma sedação profunda. Antes do procedimento explico individualmente como deve ser sua alimentação e quais cuidados tomar. Não faça jejum por conta própria.
Na maioria dos casos gosto de deixar os primeiros dias para uma recuperação mais tranquila. A partir do terceiro dia, se a evolução estiver boa, normalmente já libero atividades leves e a volta gradual à rotina. Se você quiser voltar à academia, oriento começar com intensidade baixa e observar como o corpo responde: se aparecer dor, pulsação ou desconforto na região operada, é sinal para diminuir ou parar e tentar depois. Não gosto de dar o mesmo prazo para todo mundo, porque uma cirurgia simples é diferente de uma cirurgia mais extensa.
Depois do procedimento explico os cuidados com calma e entrego as orientações por escrito. Também mantenho contato disponível para dúvidas durante a recuperação. O retorno é programado de acordo com o procedimento e com a sua evolução. Não gosto da ideia de operar e simplesmente mandar o paciente para casa sem acompanhamento.
Agende sua avaliação
Seu siso precisa mesmo sair?
Na avaliação eu examino, vejo seus exames e explico se existe indicação e como seria a cirurgia.